ONU MULHERES E COI PROMOVEM JOGOS ‘UMA VITÓRIA LEVA À OUTRA’ 2021

Seguindo protocolos de segurança para prevenção da COVID-19, os Jogos Uma Vitória Leva à Outra 2021 reuniram 50 meninas para experimentarem modalidades esportivas não tradicionais e atividades sobre valores olímpicos e paralímpicos.

O evento foi realizado pela ONU Mulheres e o Comitê Olímpico Internacional (COI), em parceria com as ONGs Empodera e Women Win e em colaboração com o Comitê Olímpico Brasileiro e a Secretaria Municipal de Esportes do RJ.

O encontro teve participação de atletas olímpicas e buscou incentivar empoderamento de meninas e mulheres no esporte.

participantes dos jogos usam máscaras de proteção e seguram suas medalhas do jogos uma vitória leva à outra
Meninas entre 12 e 18 anos participam dos Jogos Uma Vitória Leva à Outra no Rio de Janeiro
Foto: © Dhani Borges

Com o avanço da vacinação contra a COVID-19, e em face do contexto dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, o Programa Uma Vitória Leva à Outra (UVLO) realizou os Jogos Uma Vitória Leva à Outra 2021, em colaboração com o Comitê Olímpico do Brasil (COB). O evento realizado pela ONU Mulheres e o Comitê Olímpico Internacional ocorreu no dia 28 de agosto, no Centro Esportivo Miécimo da Silva, no Rio de Janeiro, contando com a participação de 50 adolescentes beneficiárias do Programa, com idade entre 12 e 18 anos.

Os Jogos UVLO 2021 contaram com oito estações com diferentes modalidades esportivas: seis estações de experimentação de modalidades olímpicas não tradicionais (escalada, hóquei, badminton, tiro com arco, skate e tênis de mesa); e duas estações de práticas corporais pedagógicas para trabalhar os valores olímpicos e paralímpicos. O objetivo foi fomentar uma maior participação de meninas em diferentes práticas esportivas, além de celebrar a atuação das atletas brasileiras que foram inspiração e mostraram a importância de termos mais mulheres nos esportes.

As Confederações Brasileiras oficiais de cada modalidade ficaram responsáveis por suas respectivas estações e disponibilizaram os equipamentos esportivos necessários. Atletas olímpicas participaram e integrantes das confederações e organizações esportivas estiveram nas estações para passar os fundamentos esportivos de cada modalidade. 

participantes dos jogos praticam escalada indoor
Meninas participantes do programa UVLO experimentaram modalidades esportivas não convencionais
Foto: © Dhani Borges

Camilly Ferreira dos Santos, de 17 anos, mostrou a importância de estar em um evento que estimule a participação no esporte. “Meu sonho é ser útil, e o esporte me ajuda a ser útil para as pessoas que estão à minha volta e coloca cada vez mais esse desejo no meu coração”.

A atleta Olímpica Ane Marcelle, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e Tóquio 2020, também falou de como se sente próxima das meninas. “É um orgulho pra mim, ter estado em Tóquio, vir aqui, mostrar pra elas que é possível. O esporte traz essa felicidade, essa alegria pra gente”. A ex-atleta de tênis de mesa, Mariany Nonaka, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 e de Pequim 2008, complementa: “o esporte é uma ferramenta de inclusão social, ele pode mudar vidas”. 

Letícia Ramalho, de 17 anos, participante do programa Uma Vitória Leva à Outra, ressaltou como é fundamental ter referências femininas no esporte: “Nesses jogos Olímpicos, as atletas que mais me chamaram atenção foram a Fernanda Garay, a Rayssa Leal e a Rebeca Andrade. Elas ganharam medalhas, cada uma em sua modalidade, e eu acho isso importante porque incentiva mais a gente a continuar. Você, pensa, ‘puxa, eu não sabia que podia fazer isso!“.

Nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, as mulheres brasileiras fizeram história. Das 21 medalhas com as quais o Brasil volta para casa, 9 foram conquistadas por mulheres ou equipes de mulheres, representando 41% do total. Nos Paralímpicos, as mulheres não só conquistaram um número histórico de medalhas, como garantiram conquistas em modalidades inéditas para o Brasil.

Roda de conversa – Na segunda parte do evento, teve um bate-papo com as atletas olímpicas brasileiras Isabel Swan (Vela), Lohaynny Vicente (Badminton), Mariany Nonaka (Tênis de mesa), Ane Marcelle e Graziela Santos (ambas Tiro com arco) sobre suas experiências em Jogos Olímpicos, suas trajetórias no esporte e a importância das mulheres ocuparem os espaços esportivos em todas as suas esferas. As atletas também responderam às perguntas das meninas sobre saúde mental, rede de apoio, preconceito, barreiras impostas e o que as motiva a continuar. Ao final, foram distribuídas medalhas para todas as participantes do programa Uma Vitória Leva à Outra, que foram entregues pelas atletas Olímpicas. 

“O esporte é feito de referências, então a gente proporcionar um espaço com estas referências e abrir um leque de oportunidades paras meninas experimentarem diferentes modalidades e se inspirarem é muito importante”, reforçou a coordenadora da área Mulher no Esporte do Comitê Olímpico do Brasil, Isabel Swan.

“Este é um momento muito importante para visibilizarmos as meninas e mulheres no esporte e mostrar como ele é uma ferramenta essencial para o empoderamento das nossas adolescentes”, afirmou a representante da ONU Mulheres no Brasil, Anastasia Divinskaya. 

“Este evento também faz com que as meninas vejam que cada atleta teve seu caminho, mas que elas têm também similaridades. Faz com que as meninas vejam que, com vontade e sem desistir, é possível. A gente sabe que o caminho é difícil, são meninas que vêm de um quadro de vulnerabilidade social, mas no qual o esporte pode se tornar uma ferramenta para inclusão”, afirma Swan, que também é ex-atleta de vela.

Para a representante da agência da ONU, a atuação histórica das atletas mulheres em Tóquio emocionou a população brasileira. “O que precisamos agora é um fomento permanente para que meninas sejam estimuladas a acessarem e permanecerem disfrutando e se desenvolvendo no esporte. Aliado a isso, o programa Uma Vitória Leva à Outra cria espaços seguros e de troca, que potencializam os efeitos das práticas esportivas e rompem com estereótipos de gênero”, explicou. 

A presidente da ONG Empodera, Jane Moura, aponta que “os Jogos Uma Vitória Leva à Outra, além de terem possibilitado que as participantes do programa experimentem modalidades esportivas não tradicionais e pouco acessíveis a meninas periféricas foram muito importante para que elas pudessem fortalecer suas habilidades socioemocionais e aprimorar suas habilidades de liderança. Além disso, foi uma excelente oportunidade para as participantes vivenciarem os valores olímpicos e paralímpicos e também compreendê-los como aspectos importantes para o empoderamento de meninas e mulheres.

O evento seguiu todas as medidas de prevenção à COVID-19 estabelecidas pelo protocolo de biossegurança do programa Uma Vitória Leva à Outra, incluindo uso de máscaras, distanciamento social e higienização das mãos e dos materiais/equipamentos.  

Sobre o programa – O Uma vitória leva à outra surgiu em 2015 no contexto dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e foi implementado em 20 Vilas Olímpicas da cidade do Rio de Janeiro, alcançando diretamente cerca de 800 meninas e tornando-se um dos legados olímpicos. Em 2018, o Programa deu início à sua segunda fase, que se encerra ainda este ano.

Em 2020, o programa teve que suspender suas atividades presenciais devido à COVID-19. Com o avanço da vacinação no Rio de Janeiro, e após a adaptação da metodologia do programa com base em medidas sanitárias e de distanciamento social preconizadas pelas autoridades sanitárias, o Programa retomou suas atividades em agosto de 2021, juntamente com os jogos Olímpicos em Tóquio. Serão 630 meninas beneficiadas, lideradas por 8 organizações esportivas de diferentes localidades do Rio de Janeiro. As atividades esportivas deste ano são futebol, vôlei, judô, rugby, capoeira e ginástica rítmica. 

Para saber mais sobre o programa, acesse o site: www.umavitorialevaaoutra.org.br

Matéria originalmente publicada em Nações Unidas Brasil em 07/10/2021 – Atualizado em 07/10/2021.


A ONU (Organização das Nações Unidas) é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.


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