ARS E_ON

[ sujeito – neurônio, estradas eletromagnéticas, computadores/macroscópio e megamemórias, estratos que constroem o ciberespaço, numa alucinação consensual de realidade, um novo médio-ambiente eletrônico do pensamento coletivo do cibionte.

Um novo éon temporal em que o tempo é uma data, imerso em locais hiper-textuais e audiovisuais infinitos, coevoluindo no ritmo e peso das trocas. O ciberespaço torna carne o mundo virtual arquitetado pelas teias de informações que a humanidade produziu, cria uma nova cidadania online, uma nova forma de relação, uma nova política, poesis.

Na quietude do pensar, já somos transeuntes das avenidas desse espaço, moramos em casas digitais, imponderáveis, por toda parte, que já constituem as subjetividades do coletivo e do sujeito, trafegamos por pontes e calçadas liquidas do estado do saber, e navegamos por rios de números.

É dentro desse espaço incorpóreo – teias de bytes e luzes – que paradoxalmente também é tecido com as mesmas pulsões motrizes da vida, tecido esse tramado pela busca, pelos desencontros, pela descoberta, que surge o que vem sendo nomeado de ciber-arte, uma arte que se desenvolve mimetizando novas formas de vida numa sopa biótica propicia, uma arte híbrida, cíbrida, biocinética, elétrica, política e em rede.]

Interface Híbrida
</fotografia;>
{2020}

Nina CristÓfaro

[ Essa obra parte de uma reflexão do corpo híbrido, mistura entre organismo e tecnológico que dialoga com conceitos de ciborgue e pós-humano. Para além da questão de aparelhos e máquinas que prolongam órgãos do corpo humano, a obra reflete nos desdobramentos da condição de sujeito tecnológico, aquele que tudo assiste, registra, reproduz, interfere e está em vínculo permanente com diversas tecnologias. A sociedade se encontra em uma dimensão codificada, calculada e estruturada entre programadores e programados. O senso de realidade se perde em informações e imagens transportáveis, em códigos eletrônicos que se dissipam em nosso imaginário. A construção do sujeito contemporâneo atravessa processos artificiais da cultura de mídia e do mundo digital, que mecaniza e modifica as relações humanas. A remodelação de corpos, pensamentos e comportamentos em um organismo ocorre na mesma condição de circuito eletrônico que conecta e interliga diversos componentes para que um sistema maior funcione. ]

nunca mais que 90
</ilustração e colagem digital;>
{2021}

Guilherme Duarte

[ a  era ciborguiana como uma potente salvadora. antes um pulsante ciborgue do que um finado pã. ]

Intimidade (fragmento do tríptico Complexidade)
</pintura digital>
{2020}

Skrif.thewhat

[ Tríptico “complexidade” foi um projeto de pintura digital que desenvolvi em 2020. Toco nas temáticas do isolamento, intimidades (e sua ausência), a vida no mundo virtual, passar tempo consigo mesmo e a complexidade de nossas próprias emoções. Essas pinturas foram feitas pensadas para habitarem o espaço virtual, e utilizo de ícones e signos da virtualidade em contraste com gestos, figuração e abstração da pintura no mesmo espaço pictórico. ]

Para visitar a exposição acesse www.orfia.org/ars-e-on


Originário do Instituto de Artes e Design da UFJF,  o Orfia – laboratório de transmutação visual] é um local imaginário para produzir, debater e pesquisar mídias e transmídias, se estruturando em um Laboratório aberto a todes que queiram potencializar sua produção artística e teórica.


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