NÃO DEIXE A EXCLUSÃO DIGITAL SE TORNAR ‘A NOVA FACE DA DESIGUALDADE’, ALERTA A VICE-CHEFE DA ONU

Sem uma ação decisiva da comunidade internacional, a exclusão digital se tornará “a nova face da desigualdade”, alertou a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, para a Assembleia Geral na terça-feira (27).

Embora tecnologias como inteligência artificial e blockchain estejam abrindo novas fronteiras de produtividade e proporcionando oportunidades para pessoas e sociedades, elas representam vários riscos, disse ela, incluindo a exclusão.

“Quase metade da população mundial, 3,7 bilhões de pessoas, a maioria mulheres, e a maior parte em países em desenvolvimento, ainda estão offline”, disse Mohammed a embaixadores, especialistas em tecnologia e representantes de grupos da sociedade civil.

Crianças usam seus tablets em um centro de aprendizagem apoiado pelo UNICEF em uma vila nos arredores de Kassala, no Sudão.
Foto | Shehzad Noorani/UNICEF

Sem uma ação decisiva da comunidade internacional, a exclusão digital se tornará “a nova face da desigualdade”, alertou a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, para a Assembleia Geral na terça-feira (27).

Embora tecnologias como inteligência artificial e blockchain estejam abrindo novas fronteiras de produtividade e proporcionando oportunidades para pessoas e sociedades, elas representam vários riscos, disse ela, incluindo a exclusão.

“Quase metade da população mundial, 3,7 bilhões de pessoas, a maioria mulheres, e a maior parte em países em desenvolvimento, ainda estão offline”, disse Mohammed a embaixadores, especialistas em tecnologia e representantes de grupos da sociedade civil.

“Coletivamente, nossa tarefa é ajudar a projetar ambientes digitais que possam conectar todos com um futuro positivo. É por isso que precisamos de um esforço comum, com a colaboração entre governos nacionais e locais, do setor privado, da sociedade civil, da academia e de organizações multilaterais”.

A vice-secretária-geral da ONU destacou áreas para cooperação global, destacando o papel fundamental que a ONU tem em responder ao que ela caracterizou como a crescente fragmentação no espaço digital.  

“Estão surgindo falhas geopolíticas entre as grandes potências, com a tecnologia como principal área de tensão e desacordo”, disse ela. Ao mesmo tempo, as empresas de tecnologia estão respondendo de maneiras diferentes às questões relacionadas à privacidade, governança de dados e liberdade de expressão.  

A situação é agravada pelo aprofundamento da separação digital entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, acrescentou ela, resultando em discussões globais sobre questões digitais se tornando menos inclusivas e representativas.

“Agora, mais do que nunca, precisamos de uma ‘prefeitura’ global para endereçar essas questões e capitalizar o potencial transformador da tecnologia para criar novos empregos, impulsionar a inclusão financeira, diminuir a diferença de gênero, incentivar uma recuperação verde e redesenhar nossas cidades”, disse ela.

O vice-chefe da ONU ressaltou o valor do engajamento, já que a conquista da conectividade universal não pode ser deixada apenas para governos ou empresas de tecnologia individuais.

Ela salientou que nenhum país ou empresa “deve conduzir o curso de nosso futuro digital”.

O desenvolvimento depende da conectividade

O debate da Assembleia Geral procurou gerar compromissos políticos para abordar a crescente exclusão digital, à medida que os esforços de recuperação da pandemia se alinham com o impulso para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até o final da década.

“Em um mundo de inovação única, onde nossos entes queridos estão a apenas uma chamada de vídeo de distância, bilhões se esforçam para acessar até mesmo os elementos mais básicos da conectividade ou viver sem nada disso. Na verdade, para bilhões de pessoas, o ritmo e a escala do desenvolvimento sustentável é dependente da conectividade digital”, disse o presidente da Assembleia Geral, Volkan Bozkir.

Ele ressaltou que “agora é a hora de agir”, pois a exclusão digital, que existia muito antes da COVID-19, só foi agravada pela crise. No entanto, a recuperação oferece a chance de uma verdadeira transformação.

“Como já afirmei com frequência, devemos usar os ODS como um guia para nossa recuperação pós-COVID. Isso significa garantir que ninguém seja deixado para trás, ninguém fique offline e que apliquemos uma abordagem com toda a sociedade, de diversas partes interessadas e intergeracionais aos nossos esforços”, disse ele.

“Isso é particularmente importante para 1,8 bilhão de jovens do mundo, que devem ser equipados com as habilidades e recursos para prosperar em um futuro em constante mudança e impulsionado pela tecnologia”.

O presidente da Assembleia Geral pediu reforço para a implementação de iniciativas como o ‘Roteiro para a Cooperação Digital do secretário-geral das ONU’, lançado em junho do ano passado. Além de alcançar a conectividade universal, seus oito objetivos incluem garantir que os direitos humanos sejam protegidos na era digital.

Matéria originalmente publicada em Nações Unidas Brasil em 30/04/2021 – Atualizado em 30/04/2021.


A ONU (Organização das Nações Unidas) é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.


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