[EXPOSIÇÃO VIRTUAL] HIGH TECH, LOW LIFE

O conjunto de artes chamado “High Tech, Low Life” aborda o gênero Cyberpunk, conhecido pelo seu foco em “alta tecnologia e baixa qualidade de vida”, com a combinação da cibernética e do punk alternativo. É como se esse futuro fosse um fliperama dos anos 90, com o ar cheirando a poluição, mas que hipnotiza a população desse universo com promessas grandiosas de altas tecnologias.

O gênero foi criado em 1980 com intenção de imaginar como seriam as tecnologias em 20 ou 30 anos, apresentando um lugar controlado por tecnologias da informação em uma atmosfera dominada ou arruinada da sociedade, da revolta de seus habitantes e do desgaste do estilo de vida, sendo controlado por um governo tirano, uma religião abusiva ou um computador/complexo dominador. Decidi trazer o gênero à tona fazendo uma reprodução desse estilo com pessoas muito especiais que admiro bastante, mas ainda abordando a dimensão filosófica de nosso ser individual e coletivo, fazendo somente uma pergunta: nós, os seres humanos, seremos dominados pela inteligência artificial? Ou seremos capazes de dominar a tecnologia a ponto de sermos os mesmos quando a cibernética e a engenharia genética nos diferenciarem uns dos outros?

Para chegar ao processo final, estudar alguns escritores de peso dentro desse gênero foi essencial – em especial William Gibson, autor de Neuromancer, livro de mérito e respeito que abre as portas para o universo Cyberpunk como nenhum outro. Filmes como “Matrix” e “O Exterminador do Futuro” e jogos digitais como Deus Ex, Metal Gear, Mirror’s Edge e Cyberpunk 2077 também foram de grande influência para o processo criativo da série, além da variedade de músicas para entrar nesse mundo – em particular, do cantor Barns Courtney, que faz qualquer um ser teletransportado para o imenso universo dentro de você mesmo, possibilitando viagens infinitas pela vasta imaginação. As técnicas usadas nesse gênero são bem abrangentes, podendo fazer a coleta de uma gama de referências desde de o mais antigo até o mais atual e tecnológico modelo de sociedade.

Nesse contexto e com o pensamento focado em entreter as pessoas o máximo possível em algum momento de sua vida, não abordei muito a parte da atmosfera dominada ou arruinada da sociedade pois já estamos passando por coisas demais que possam ser comparadas ao tema. Por isso, decidi colocar minha essência para a mistura, uma que tenho certeza que todos os seres humanos têm dentro de si mesmos, sendo retratada com as mais variadas formas de cores vivas fazendo a alusão da essência do sentimento de que, um dia, tudo será ajeitado e alinhado de uma forma que poderemos resolver qualquer tipo de problema da maneira mais tranquila possível, com foco em nosso bem estar, estando sempre preparados para festejar nossas conquistas. Apesar de estarmos passando por tantas dificuldades, tenho certeza de que, um dia, todos iremos celebrar a vida juntos, pessoalmente, virtualmente, de todas as formas possíveis, sem nos preocuparmos com o que aconteceu anteriormente, prontos para trilhar um novo caminho na história rumo à felicidade utópica prestes a aparecer.

(clique nas fotos para vê-las em tamanho completo)


Marcel Takeshi é Ilustrador Digital e professor de Informática na cidade de Poá (SP). Além de ensinar sobre tecnologia, traz também a arte como forma de expressão e entretenimento para as pessoas. Atualmente, trabalha com ilustração de forma independente.


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