PENSAR, SENTIR, AGIR

Crescer e se desenvolver enquanto indivíduo envolve, entre outras questões, aprender a mediar os fluxos que permeiam nosso campo físico, mental e espiritual. Precisamos estar atentos para tomar consciência do mundo através desses três aspectos. É no dia a dia que enriquecemos as nossas experiências, aumentando as referências e contatos, colaborando para que possamos compreender cada vez melhor e mais a fundo os mistérios que nos cercam.

Somos todos mediadores em alguma instância.

A correlação entre o que pensamos, o que sentimos e o que fazemos é fundamental para que possamos compreender – em todos os aspectos – as influências que recebemos em nós e aquelas que deixamos em quem (ou onde) nos relacionamos. Compreender o mundo e deixar que ele nos compreenda de volta. Desde pequenas ações, como escolher qual será o próximo livro que você vai ler, quanto para questões mais amplas, como decidir em quem votar nas eleições do seu país, por exemplo.

Isso parte de um pontapé inicial que envolve pensar o pensar. Parece estranho, mas nós estamos constantemente concentrando nossas ações no corpo físico; por isso, torna-se tão necessário refletir sobre o ato de pensar enquanto ação, consciente, que conduz a percepção para o plano mental. E não podemos nos esquecer, também, de sempre de ouvir o plano astral, que é onde experienciamos os sentimentos e emoções.

Observar

Contextualizar

Fazer

De maneira análoga à tríade do pensar-sentir-agir, temos, no mundo da arte (mais especificamente no campo do ensino e aprendizagem artística), a fruição-reflexão-produção de obras de arte. Essa metodologia, conhecida como Abordagem Triangular e pensada por Ana Mae Barbosa, defende que, para que os indivíduos tenham uma experiência artística completa, é necessário que passem pelos três eixos de conhecimento. O primeiro deles é a leitura de obras de arte, que envolve aumentar as referências e o repertório cultural do educando, tendo contato com diferentes técnicas, linguagens e movimentos artísticos. Além disso, os processos de leitura de imagem também envolvem a análise crítica das obras e estão intimamente ligados com a relação que o sujeito e o objeto artístico estabelecem entre si. O segundo eixo da abordagem é a contextualização da arte, ou seja, o exercício de pensar sobre o universo artístico que permeia a obra. Aqui, é necessário direcionar a atenção para aspectos históricos e estéticos que estão relacionados ao objeto artístico, como, por exemplo, analisar quais são as relações de poder que estavam estabelecidas quando uma determinada obra ou movimento artístico foram criados. O importante é que o indivíduo seja capaz de reconhecer e compreender em quais circunstâncias a obra foi criada. Já o último eixo, a produção artística, envolve todos os processos do fazer artístico. Nele, há espaço para que o sujeito unifique os aprendizados conceituais com a experimentação dos processos de criação e de materialização de ideias. Durante a prática, é possível desenvolver novos procedimentos e relações com materiais, objetos e simbologias. A arte não é uma realidade à parte do que vemos e pensamos no nosso cotidiano; ao contrário disso, ela é uma forma de manifestação do que vemos, sentimos, imaginamos e experienciamos. Em qualquer das três dimensões. O ensino e aprendizagem dessa forma de experimentação do mundo são, então, fundamentais para que entremos em contato também com nosso pensar, sentir e agir.


O Laboratório Informal de Arte-Educação (LABIARTE), desenvolvido por Ariel Bertola e Clara Downey, é uma plataforma virtual que promove dinâmicas interativas a fim de desmistificar a arte enquanto área de conhecimento.


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