Selva na Pedra

Esses seus pequenos e sutis detalhes que tenho encontrado, fazem das minhas frágeis e cansadas pernas, mais uma vez fortes, ansiando aprofundar as raízes em busca de vida.

Eu só desejo que elas sejam mais profundas que as paredes do seu labirinto.

Eu gostaria de proteger o caminho de seu labirinto, desse sol desgastante que desbota suas paredes.

Eu não temo as tempestades, em sua tempestuosa ira, o tempo joga em nós toda a força da água, água que desce para as raízes e assim, forte eu cresço, e me torno vigia de seus caminhos, me torno descanso para as aves que voam alto e retornam à procura de refúgio nas tormentas.

A dureza e frieza do concreto de suas paredes, envolvidas pelos leves ramos, misturam nossas cores, nossos temores.

De seus muros eu vejo brotar vida, vejo escorrer águas frescas que renovam a mais frágil relva para o dia de desgaste e entrega que se aproxima.


Kariston França é apaixonado por pizza, e nas horas vagas atua como entusiasta da teologia pública.


Quer receber por e-mail as próximas edições da Trama? Cadastre seu e-mail e fique por dentro de cada lançamento!


Algumas imagens que estão na Trama foram enviadas pelos autores sem as devidas referências. Se, porventura houver imagens sobre as quais você tenha os direitos sobre ela, por favor entre em contato conosco através do e-mail: fredericolopes@artebodoque.com.

Deixe uma resposta