(in)Comum

De onde vem essa necessidade de se destacar?

Editamos fotos para que, ao menos os filtros e fundos das fotos, se pareçam com as de nossos ídolos… mas e depois disso?

Será que todos devemos ser exóticos? Devemos vivenciar essa excentricidade?!

Ser dono de sua própria história eles falam…
O que seria isso? Podemos possuir algo?
Eu não sei, e não pretendo criar norma sobre nada.

Mas me soa estranho o quanto usamos do superlativo.

Tudo é o ápice, é o melhor do melhor, e o novo – melhor – surge apenas 5 minutos depois do melhor anterior!!!

O fato é que não dá pra ter tanta coisa épica, isso nos desgasta, nos torna insensíveis.
Se não houver algo surreal, é sempre comum, e comum é mal visto ultimamente.

Na realidade, o comum é delicioso, familiar, íntimo e pertence a todos nós.
Todos participam, todos constroem, todos cooperam.
No final das contas, sem o senso de pertencimento, de familiaridade, não existe mudança.


Kariston França é apaixonado por pizza, e nas horas vagas atua como entusiasta da teologia pública.


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