O Futuro Pode Não Ser Sombrio. Será?!

Refletindo sobre a luz lançada sobre o futuro na semana passada, me dei conta de que existe sempre uma esperança em cada filme sobre o futuro, onde algo mudará o ciclo de desesperança que rege o tempo.

“Será que vamos conseguir vencer?”

No futuro, talvez a nossa esperança seja a de termos toda a população padronizada assim como nossos objetos ordinários. Explico. Desse modo, teríamos então a chance de criar uma sociedade cheia de “Marcels Duchamps”. Assim, todo o lixo e excesso de nosso tempo poderia ser alocado como arte, e nosso esforço diário não seria desperdiçado em um produto bom mas que acabou entulhado de maneira ordenada para um consumo futuro que nunca acontecerá.

Pare pra pensar em quantos carros, motos e outros bens perdemos por estarem parados e, ainda, sofrendo o efeito das condições climáticas. Oxidam e já não funcionam perfeitamente para serem vendidos como “ponta de estoque nem mesmo mostruário”.

Duchamp desenvolveu um conceito chamado ​readymade ​que se baseia em mostrar, entre outras coisas, que o que produzimos para uso cotidiano, também pode ser arte.

La Fontaine, Marcel Duchamp. 1917.

Uma pena que mesmo em toda a padronização da nossa sociedade, não seremos capazes de replicar um único indivíduo em todos os “corpos perambulantes” nesse nosso pequeno planeta azul.

Qual será a esperança para o nosso futuro? Teremos que viver dentro de um cenário estilo Mad Max, Máquinas Mortais? Ou seremos capazes de “consertar” nosso mundo como em Wall-e?!

Poderíamos enviar nosso “entulho civilizatório” para o espaço em uma rota sem perigo?

Me parece que toda alternativa que tentarmos sempre colidirá com a capacidade destrutiva que está entranhada em nós.


Kariston França é apaixonado por pizza, e nas horas vagas atua como entusiasta da teologia pública.

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